28/09/2009

A tentação de Symonds

Ex-chefe de engenharia da Renault, Pat Symonds faltou à reunião do Conselho Mundial da FIA, realizada em Paris, na segunda-feira, que julgou a maracutaia envolvendo a equipe francesa no Grande Prêmio de Cingapura de 2008. Tudo o que fez foi enviar uma carta à entidade presidida por Max Mosley, lida durante o evento, onde assumia arrependimento e vergonha pelo ocorrido na prova no país asiático. E alegou que a ideia do acidente forjado, para beneficiar a Fernando Alonso, partiu do outro piloto da Renault à época: Nelsinho Piquet.

Não me cabe afirmar se tal acusação é verídica ou não. Mas é inquestionável que um trecho dessa carta de Symonds me chamou a atenção. “Ele (Nelsinho) veio a mim, e no momento acreditei que era algo que ele queria fazer pelo bem do time”.

Reitero. Não sabemos ainda qual é a realidade. Mas se tudo ocorreu conforme tal relato, Nelsinho fez algo que não espera de um piloto profissional; mas Symonds, especialmente ele, foi instintivo e incorreto. Colocou lenha na fogueira. Deixou-se levar unicamente pela possibilidade de Fernando Alonso conquistar um resultado espetacular na primeira prova noturna da Fórmula-1.

Em uma atitude sensata, mr. Symonds poderia escapar desse bafafá. Sem estardalhaços. Bastaria mostrar aversão a proposta. Pedir apenas para Nelsinho acelerar. Até apóia-lo: “Acelera, porque seu lugar é na pista”. Em resumo, como Pilatos, lavar as mãos. E se tal manobra ocorresse, Pat poderia, no popular, “tirar o dele da reta”. Afinal, seria conchavo restrito ao piloto e outro dirigente – muito provavelmente um ragazzo de óculos azuis.

Por ceder à tentação, Symonds levou suspensão de cinco anos da Fórmula-1. Contudo, não estranhemos se tal pena for revisada daqui algum tempo. Alheio à reunião de seu Conselho Mundial, a FIA certamente continuará investigações sobre o episódio Renault/Cingapura. Mas, claro, tudo de modo sorrateiro, longe dos holofotes, para não arranhar a imagem do certame. E o gabinete de Max Mosley pode ser destino de mais uma correspondência de Symonds, quando esse decidir voltar a escrever sobre o assunto.

Temas do blog

Aqui se encontram críticas diárias sobre variados temas, experiências do editor... Tudo o que caracteriza um típico e popular blog. Os posts são divididos em cinco temas


Pitaco do dia Crítica breve sobre fatos relevantes – e irrelevantes – mundo afora. Curto e grosso;

Da pista Aborda tudo que acontece no automobilismo mundial, alheio ao certame. Se tiver motor e andar para frente, vira post;

Além da pista Retrata atualidades sobre os mais variados assuntos. De futebol a política; de literatura a economia;

Memorabilia Posts que mostram itens de diversas coleções ligadas a automobilismo;

Fraseando Traz declarações marcantes de ilustres figuras da humanidade. Quanto mais complicada, melhor.

15/09/2009

Pitaco do dia

Pois é, moçada! É um teste mesmo...

01/09/2009

Egus infladus

MELBOURNE (Bairro de)- Raramente uso os veículos de comunicação que escrevo para expressar algum descontentamento com colegas jornalistas. E, até mesmo, os pseudo-jornalistas. No entanto, trata-se de uma ocasião especial.

É evidente que não darei nomes aos bois. Mas podem ter certeza de que elas sabem que as personagens são elas.

O recado é o seguinte: Encerrar uma parceria sem consultar a outra parte é pura falta de sensatez. Especialmente quando não se comunica a outra - ou as outras - parte (s) envolvida (s). Sempre fui profissional nessas oito temporadas como jornalista, condição que me é conferida alheio a qualquer polêmica sobre diploma na profissão.

Aliás, quando não se avisa a uma parte sobre o fim de uma parceria, a outra mantém-se na divulgação dessa parte ausente.

Vocês, amigos leitores, não tem noção do quanto essa área possui algumas pessoas com egus infladus - definição em latim para algo que nem preciso explicar muito. Ao ponto até mesmo de se prejudicar para, teoricamente, prejudicar mais ao próximo.

Isso leva-me a crer apenas que essas pessoas levam o sério e importante fato de escrever, transmitir opiniões, na brincadeira.

O público merece respeito!





31/08/2009

16 vezes Ferrari


Mesmo extremamente distante da disputa pelos títulos de Pilotos e de Construtores de 2009, a Ferrari fez história na Fórmula-1. Com a vitória de Kimi Räikkönen no GP da Bélgica, disputado ontem, a equipe de Maranello ampliou o recorde de campeonatos sucessivos com ao menos uma vitória. Agora são 16.

A Ferrari é detentora desse recorde desde 2005, quando deixou para trás Lotus e McLaren, times que venceram uma ou mais provas por 11 temporadas consecutivas. Curioso é que o feito foi obtido com o triunfo de Michael Schumacher na famigerada etapa marcada pelo boicote das equipes com carros “equipados” com pneus Michelin, realizada em Indianápolis. Além de Michael, apenas outros cinco pilotos alinharam no grid daquele GP.

Vale ressaltar ainda que a última vez em que a Ferrari passou em branco em um campeonato ocorreu em 1993. Os triunfos naquele ano foram divididos entre Williams (dez vitórias), McLaren (cinco) e Benetton (uma).

Ampliar o recorde acima mencionado pode parecer pouco quando se leva em conta que a Ferrari faturou 14 dos 20 títulos disputados nos últimos dez campeonatos. Mas, ainda assim, evidencia o tamanho da escuderia mais popular da Fórmula-1.

Está dito.

Crédito da foto: Ferrari.com

De Enstone a Maranello

EM ALGUM LUGAR DE NOSSO PLANETA- Surpresas devem ocorrer na semana que antecede o GP da Itália. E justamente no Ferrari número três que, até a prova de ontem, pertenceu ao criticado italiano Luca Badoer. Recebi informações que Fernando Alonso tenta liberação da Renault para passar à Ferrari ainda nessa temporada. Já o posto do asturiano no time francês seria ocupado por Lucas di Grassi.

Em tempo: tudo fica passível à liberação de Alonso e, até mesmo, aos resultados dos exames de Massa.

Recado dado.

31/07/2009

O bem de Schumacher

A Associação das Equipes de Fórmula-1 (Fota) aceitou a solicitação ferrarista para que Michael Schumacher participe de um teste com o modelo F60 antes do GP de Valência, no próximo dia 23. Falta apenas aprovação de Williams e Force India, equipes suspensas da Fota porque não tomaram partido da entidade na luta contra a FIA e o bendito teto orçamentário, e, por fim, da própria FIA.

Do que depender da entidade de Max Mosley não duvide que o alemão terá sinal verde para testar o bólido F60. O regresso de Schumi é a única coisa positiva à Fórmula-1 em uma temporada chata, com poucas disputas nas pistas e distúrbios políticos às dúzias nos bastidores.

Ele fará bem à categoria, alheio aos resultados.

09/07/2009

Joël Camathias

O ano de 2003 materializou o início da queda da Champ Car. Ao invés da pluralidade de conjuntos técnicos dos anos anteriores, a categoria passou a contar com um pacote praticamente padronizado às equipes, formado por motores Ford e pneus Bridgestone. Havia concorrência apenas entre as fabricantes de chassi. De um lado, a Lola, que equipava maioria dos carros do grid; do outro, a Reynard, bem enfraquecida e nem sombra do sucesso entre 1996 e 2001.Tal ação era, entre algumas coisas, uma evidente tentativa de baratear os custos aos times ao longo de um campeonato. Isso para fazer frente à rival Indy Racing League, que ganhava terreno nos Estados Unidos e “roubava” da CART nomes como Penske e Green.

Curioso é que além de ganhar novas equipes – casos de Fittipaldi-Dingman e American Spirit, a Champ Car atraiu pilotos novatos. E vários. Um deles foi o suíço Joël Camathias, retratado acima, em mais um card de minha memorabilia.

Natural de Lugano, Camathias disputou sete etapas da temporada 2003 da Champ Car, pela equipe Dale Coyne. O melhor resultado foi o nono lugar na prova de abertura, disputada em Saint Petesburgo. Foi ainda 11º no GP de Monterrey, o que conferiu ao helvético seis pontos e a 22ª colocação do campeonato.

Após essa meteórica participação na categoria norte-americana, Camathias passou por certames como American Le Mans Series, Le Mans Series e FIA GT. A bordo de um Porsche GT3 RSR, faturou, em parceria com o francês Marc Lieb, o título da categoria GT2 da Le Mans Series, em 2006.

Atualmente, Joël pilota um Ferrari F430 ao lado do compatriota Marcel Fässler na International GT Open. Certame que venceu em 2007, aliás.

Paciência com o trânsito, meu amigo!

SÃO PAULO- Quando alguém que conheço decide vir para São Paulo, alheio se para cumprir compromisso profissional ou somente para passear, não tenho dúvidas em receitar um remédio. Simples. “Paciência com o trânsito, meu amigo! Paciência!”.

Tudo bem. Essa não é a imagem ideal para se colocar em um cartão-postal. No entanto, o trânsito caótico é característica marcante de São Paulo. E parece ficar cada dia pior. Segundo dados publicados em recente edição do Jornal O Estado de São Paulo, a velocidade média dos carros nas ruas da cidade durante os picos vespertinos caiu, em apenas um ano, de 17 para 15 km/h. Isso mesmo com a restrição criada pela prefeitura de Sampa à circulação de caminhões em uma área que compreende 100 km2 do tal de centro expandido da cidade.

Quando se está em meio a um congestionamento é comum sentir de que o problema seria resolvido com uma ponte aqui, uma avenida acolá... Porém deve-se reconhecer que conceder maior agilidade ao trânsito paulistano é algo que vai bem além do canetaço de um político. É necessário um trabalho coletivo.

Lógico que não devemos excetuar da figura do Executivo determinadas responsabilidades. Cabe a ele destinar verbas e desenvolver projetos para ampliar a zona de cobertura e a qualidade do metrô, por exemplo. Mas tocaria a nós adotarmos esse sistema coletivo como alternativa.

Obviamente, não se trata de alienar o direito constitucional de ir e vir. Tampouco de promover uma aversão ao mercado automobilístico, que parece não parar de crescer em termos de produção e vendas. Trata-se apenas de uma recomendação.

Por que, ao menos uma vez por semana, não aposentar o automóvel? Poupar o meio-ambiente. Poupar a nós. Poupar-nos do acelera e freia, acelera e freia, acelera mais um poquinho e freia de novo.

01/07/2009

Notificação

SAINT PAUL- Vocês perceberam, mas vale relato. O blog PAPO LIGEIRO ainda está em fase de crescimento... Portanto, não se espante com alterações no visual do blog ao longo dos próximos dias.

Recado dado!

29/06/2009

Inglês do Joel e espanhol do Luxa

SÃO PAULO- Além de levar a África do Sul ao quarto lugar na Copa das Confederações, o treinador Joel Santana ganhou destaque na imprensa brasileira por conta do inglês, digamos, pouco fluente. Tal episódio lembra demais o de Vanderlei Luxemburgo, durante passagem pelo Real Madrid.

Nada, porém, que tire os méritos desses técnicos. Excelentes, por sinal.

26/06/2009

Lá se foi Jacko

Michael Jackson foi muito além da condição de revolucionário da música mundial. Ele extrapolou as barreiras imagináveis do sucesso. Foi um desses típicos casos em que a pessoa torna-se mera coadjuvante da celebridade. Daqueles que viram refém de caprichos e manias. Daqueles amados por uns e odiados por outros; mas comentado por todos.

Lembro muito bem do quanto suas músicas – mesmo na condição de receptor indireto de seus hits, que tocavam nas rádios às dúzias diariamente, me acompanhavam durante a infância. Crescia sem entender o que ele proferia naquelas músicas contagiantes. Tampouco entendia como, em questão de anos, o garoto negro virou um adulto branco. Ainda hoje é difícil explicar. Afinal, pouco se sabe sobre a vida de Michael Jackson. Muito se deduz.

O som de Jackson teimou em me seguir. Inclusive quando passei a gostar de música, lá pelos 14 ou 15 anos. Adorava bandas de rock, de Skank a Guns’n Roses. Mas me flagrei, certo dia, correndo atrás de um CD do “Rei do Pop”, Invincible. Embora não seja uma atitude nada ortodoxa, comprei uma cópia não-original, numa feira-livre perto de minha casa. Preço: cinco reais.

Sabia que o tal de Invincible não estava entre os melhores trabalhos de Michael Jackson. Mas as faixas “2000 Watts” e “You Rock my World” mostravam, ainda assim, que as demais estrelas da música pop estavam muito atrás do talento de Michael. Anos-luz.

Não à toa, hoje, tenho sete CDs de Michael Jackson. Dois relativamente raros. Todos originais. Quase uma centena de faixas. E ainda pretendo engordar a coleção com “Off the Wall”, "Dangerous"...

Certamente você me classifica como um fã. Eu, porém, vejo um pouco além. Michael Jackson não foi um cantor. Foi um ritmo. E um ritmo universal, alheio à preferência musical.

24/06/2009

David Coulthard




David Coulthard pendurou o capacete no fim do ano passado, após o Grande Prêmio do Brasil. Mas não sem antes ingressar em minha memorabilia. Acima, você confere verso e anverso do card que recebi do britânico em 2008.

Longe de ser um piloto brilhante, David Coulthard é um nome marcante da história recente da Fórmula-1. Poucos pilotos permaneceram tanto tempo em equipes grandes. Em 1994, o escocês herdou vaga que era de Ayrton Senna, morto em acidente no GP de San Marino, na Williams. Pelo time de tio Frank ficou até o final da temporada 1995, ano em que obteve a primeira de suas 13 vitórias, no GP de Portugal, disputado em Estoril. Em 1996, passou à McLaren, onde permaneceu até 2004. Pela equipe de Woking, Coulthard beliscou o vice-campeonato da temporada 2001 e formou uma das duplas de pilotos mais bem sucedidas do certame da FIA com Mika Häkkinen.

Entre 2005 e 2008, DC passou à Red Bull. Jamais teve carro para brigar por triunfos. Contudo beliscou dois terceiros lugares (Mônaco, em 2006, e Canadá, em 2008). Tais resultados se arrastaram como melhores do time anglo-austríaco até a vitória de Sebastian Vettel no GP da China desse ano.

Many thanks, Mr. Coulthard!

Fim da guerra entre FIA e FOTA

Durante reunião realizada hoje, em Paris, membros da Federação Internacional de Automóvel (FIA) e Associação das Equipes de Fórmula-1 (FOTA) chegaram a um acordo para continuidade das equipes dissidentes na categoria.

Um dos estímulos à FOTA foi o anuncio de que o atual Presidente da FIA, Max Mosley, não disputará a reeleição ao cargo, em outubro. "Não vou concorrer à reeleição", afirmou Mosley. "Agora temos paz".

Além do anuncio da saída de Mosley ao final do atual mandato, a reunião entre FOTA e FIA serviu para ambas as partes acertaram detalhes sobre o teto orçamentário, que será implementado na categoria a partir do próximo ano. Os detalhes, no entanto, ainda não foram divulgados.

A moral venceu. E acabou em pizza.


Crédito da foto: Divulgação/ Williams LAT Photo

23/06/2009

Cálice aos jornalistas

Tenho em mãos algo que busquei durante longo tempo: um diploma de curso superior. Tudo bem, tudo bem. É verdade que muitos podem afirmam que se trata apenas de mais um documento aos vários que já possuo na condição de cidadão brasileiro. Há, até mesmo, quem possa classificá-lo como um título simplório às necessidades do exigente mercado, especialmente por conta proliferação de pós-graduações pelo Brasil. Contudo, alheio à definição, tal objeto é a porção física que melhor exemplifica os quatros anos de esforço, carinho e dedicação dispensados ao curso de Comunicação Social. Mais especificamente, ao jornalismo.

Agora, porém, olho ao diploma com uma sensação conflitante. Claro, sobra-me alegria por conta de alcançar aquilo que havia me proposto a conquistar desde que me encantei com um jornalzinho produzido por colegas da escola pública em que cursei o último ano do ensino fundamental. Foi em 1998; tinha 14 anos. Já o outro sentimento é de perda por conta da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em suspender a obrigatoriedade do diploma ao exercício do jornalismo.

Claro que não podemos esquecer que tal discussão está apenas no Judiciário. Ainda é necessário tramitação pelo Legislativo e, eventualmente, aprovação do Presidente da República. Mas dói escutar o ilustre relator do recurso, o presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmar que “(...) A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia (...)”.

Dói. E dói muito. Afinal, leva-me à dedução de que o nobre Gilmar Mendes desconheça as engrenagens do jornalismo.

Ser jornalista é bem mais que escrever bem, ter boa dicção e excelente domínio da língua portuguesa. É escutar os variados lados de uma história; é ter bom faro para levantar fatos e documentos; é ter sensatez para apurar à exaustão até mesmo a mais simplória declaração em off da fonte mais confiável que você tenha. Não à toa, nos últimos anos, os veículos de comunicação denunciaram considerável número de irregularidades no Legislativo brasileiro.

Diante de tudo isso, é mais que evidente que o jornalismo é uma atividade extremamente delicada. Diferente, é verdade, dos riscos encarados por um médico – onde o menor erro pode custar o bem-estar e até a vida de um paciente. No jornalismo, tudo parece indireto. Afinal, embora não trabalhe diretamente com a saúde humana, como no caso da medicina, é inquestionável que danos de ordem material, psicológica e, até mesmo, de integridade física, podem ser causados a uma vítima de apurações e publicações equivocadas por parte de um veículo de comunicação.

Obviamente, com ou sem diploma, todos os jornalistas estão sujeitos a tal infelicidade. E embora não haja melhor faculdade que o próprio cotidiano em uma redação, o curso superior de jornalismo ajuda no processo de aprendizado e amadurecimento do profissional. A pressão é menor, os erros mais toleráveis. “Antigamente, aprendíamos tudo nas redações, pois não havia faculdades”, assegurou o ministro das Comunicações, Hélio Costa. “Mas hoje a situação é diferente. A pressão é muito maior. O jornalismo é mais sofisticado e, por isso, exige uma formação apropriada”.

É cedo para traçar prognósticos do que ocorrerá com o jornalismo brasileiro diante da decisão do STF. No entanto, as alterações mais consideráveis podem ocorrer no âmbito trabalhista. Sindicatos da área e Ministério do Trabalho precisarão ficar mais atentos às condições oferecidas pelos veículos de comunicação, uma vez que nada impediria, por exemplo, uma vaga de repórter ser ocupada por um arquiteto. E, consequentemente, esse trabalhador ser registrado em outra profissão, com quantia mensal inferior ao piso salarial recomendado aos jornalistas.

Logicamente a exigência de diploma para o exercício do jornalismo é um assunto essencial ao Brasil e, sem qualquer dúvida, vai render muitos episódios. Resta saber como o Legislativo brasileiro reagirá à decisão do STF. Até porque não podemos esquecer que se estima que 40% das rádios em território brasileiro pertençam a políticos. Isso apenas para ficar nas rádios...

Por enquanto resta amargar o cálice oferecido pelo Supremo Tribunal Federal.

FOTA já tem calendário para 2010


Palco do GP de domingo passado, Silverstone continua. Ao menos no calendário da FOTA (Divulgação Red Bull/GEPA Images)


E a FOTA está levando muito à sério a ideia do campeonato paralelo à Fórmula-1. A edição de ontem do jornal inglês "The Guardian" trouxe o calendário que as equipes estariam projetando para 2010. Bem semelhante ao da Fórmula-1, formado por 17 etapas. Mas sem o Brasil.
7/3 Argentina, Buenos Aires
21/3 México, Hermanos Rodríguez
11/4 Espanha, Jerez de la Frontera
25/4 Portugal, Algarve/Portimão
2/5 Itália, Ímola
23/5 Mônaco, Monte Carlo
6/6 Canadá, Montreal
13/6 Estados Unidos, Indianápolis
1/7 Inglaterra, Silverstone
25/7 França, Magny-Cours
15/8 Alemanha, Lausitz
29/8 Finlândia, Helsinque
12/9 Itália, Monza
26/9 Emirados Árabes, Abu Dhabi
10/10 Cingapura, Marina Bay
24/10 Japão, Suzuka
7/11 Austrália, Adelaide ou Surfers' Paradise

Quer um gole?

SÃO PAULO- Embora você tenha notado, vale registro. O blog PAPO LIGEIRO ficou sem atualizações entre os dias 17 e 20 desse mês. Nesse período, tive alguns probleminhas de saúde. Pior que as dores só mesmo o gosto dos remédios. Um mix de óleo de carro com creme dental... Argggggh!

21/06/2009

Red Bull crava dobradinha em Silverstone


A Red Bull conquistou a segunda dobradinha da temporada na manhã deste domingo. Depois de largar na pole position do Grande Prêmio da Inglaterra, o alemão Sebastian Vettel não foi incomodado durante toda a prova e cruzou a linha de chegada em primeiro, seguido pelo australiano Mark Webber.


Desta forma, a Red Bull repete o resultado do Grande Prêmio da China. Em Xangai, Vettel proporcionou a primeira vitória da história da equipe e foi ao pódio acompanhado pelo parceiro. Em Silverstone, o alemão conquistou a terceira vitória da carreira, já que também venceu em Monza no ano passado, ainda pela Toro Rosso.


Principal destaque desta temporada, a Brawn GP teve uma performance mais discreta na Inglaterra. Líder absoluto do Mundial, o britânico Jenson Button ficou de fora do pódio pela primeira vez na temporada e terminou em sexto. Já o brasileiro Rubens Barrichello chegou no terceiro lugar.


Com este resultado, Jenson Button totaliza 64 pontos ganhos e segue com uma confortável vantagem na liderança do Mundial. No segundo lugar, Barrichello tem 41 pontos. Com dois pontos a menos, Vettel já aparece no espelho retrovisor do veterano brasileiro.


No volante da Ferrari, Felipe Massa largou apenas na 11ª colocação. O brasileiro fez uma corrida inteligente e terminou na quarta posição. Desta forma, ele repete o resultado do Grande Prêmio de Mônaco, sua melhor performance nesta temporada, e pontua pela quarta vez consecutiva.


O brasileiro Nelsinho Piquet, da Renault, ficou na 12ª colocação. Em Silverstone, ele superou o bicampeão do mundo Fernando Alonso, seu companheiro na equipe francesa. O espanhol encerrou a prova no 14º posto, seu pior resultado nesta temporada.


Confira o resultado:

1. Sebastian Vettel - Red Bull, 60 voltas

2. Mark Webber - Red Bull

3. Rubens Barrichello - Brawn GP

4. Felipe Massa - Ferrari

5. Nico Rosberg - Williams

6. Jenson Button - Brawn GP

7. Jarno Trulli - Toyota

8. Kimi Räikkönen - Ferrari

9. Timo Glock - Toyota

10. Giancarlo Fisichella - Force India

11. Kazuki Nakajima - Williams

12. Nelsinho Piquet - Renault

13. Robert Kubica - BMW

14. Fernando Alonso - Renault

15. Nick Heidfeld - BMW

16. Lewis Hamilton - McLaren

17. Adrian Sutil - Force India

18. Sébastien Buemi - Toro Rosso


Abandonaram:

19. Sébastien Bourdais - Toro Rosso

20. Heikki Kovalainen - McLaren


Fonte: Sportmania.com.br

Culpa da Itália

Em amistoso realizado em fevereiro, na Inglaterra, o Brasil bateu a Itália por dois a zero


Desde o anúncio de que o confronto entre Brasil e Itália ocorreria apenas na terceira e última rodada da primeira fase da Copa das Confederações, disputada na África do Sul, ficou a impressão de que ambas as equipes já chegariam a tal jogo classificadas à semifinal da competição. Restaria apenas definir primeira e segunda colocadas do grupo B do torneio. No entanto, a partida, que será disputada na tarde desse domingo, ganhou tom de dramaticidade. Uma das seleções pode ser eliminada do torneio. Culpa da Itália, que não fez a lição de casa.

Após a derrota por um a zero para o Egito, na última quinta-feira, a Azzura passou a dividir a vice-liderança do grupo B da Copa das Confederações com a equipe africana. Ambas somam três pontos, mas a Itália leva vantagem no primeiro critério de desempate, o saldo de gols: um contra zero do Egito. No entanto, os atuais campeões do mundo jogam contra o Brasil; já a seleção egípcia encara os Estados Unidos, que perdeu os dois jogos que disputou (três a um contra a Itália e três a zero contra o Brasil). Nesse sentido, até mesmo em caso de vitória no jogo dessa tarde, a Itália terá de ficar na torcida para que o Egito não vença os norte-americanos. Ou, se o adversário africano vencer, para que a diferença de gols seja igual a da partida contra a Seleção brasileira.

A situação ao Brasil é bem menos complicada que a dos rivais desse domingo. Com seis pontos, basta apenas um empate contra a Itália para garantir passagem à semifinal – e na primeira colocação do grupo. O único cenário que pode tirar a equipe de Dunga da próxima fase da Copa das Confederações é se amargar derrota por dois gols de diferença contra os italianos e, no outro jogo da tarde, o Egito marcar três gols a mais que os Estados Unidos. Nesse sentido, haveria um empate entre Brasil, Itália e Egito na classificação, com seis pontos. Mas as adversárias chegariam a três gols de saldo – contra apenas dois da Seleção.

Levando-se em consideração o excelente desempenho contra os Estados Unidos – e até mesmo a força exibida para bater o Egito, mesmo diante de um segundo tempo que beirou o inaceitável – fica claro que a chance do Brasil ficar pela primeira fase da competição na África do Sul é remota. Extremamente remota.


Estados Unidos também na briga

Nenhum ponto obtido em seis disputados. Seis gols sofridos e apenas um gol marcado. Esses números evidenciam o fraco rendimento dos Estados Unidos na Copa das Confederações desse ano. Mas, mesmo assim, os estadunidenses continuam com chances de mordiscar o segundo lugar do grupo B. Ao menos, chances matemáticas.

A situação, logicamente, não é nada fácil. Além da necessidade de vencer o Egito por três gols de diferença, a seleção norte-americana fica na torcida para que tal margem se repita a favor do Brasil em partida contra a Itália.

Para se ter uma noção de quão complicada é a missão da equipe da CONCACAF, caso a Itália perca para o Brasil por apenas um gol, será necessário aos Estados Unidos ganhar por cinco gols de diferença do Egito...

Culpa da Itália, que não fez a lição de casa.

16/06/2009

Rosberg pai, de Audi; Rosberg filho, de Mercedes

Rosberg (à dir.) é cogitado para correr ao lado de Hamilton (à esq.) na McLaren em 2010 (Divulgação/Williams LAT Photo)


São Paulo- São fortes os rumores de que Nico Rosberg, atualmente na Williams, ocupará o lugar de Heikki Kovalainen na McLaren no próximo ano. Além da boa fase de Nico – e do momento pouco prolífero do finlandês, a Mercedes-Benz deseja há um bom tempo ver um germânico ao volante de um carro da parceira McLaren. Isso não é segredo a ninguém. Aliás, caso tal transação seja efetuada, a família Rosberg pode ser dividida.

Explica-se. A Team Rosberg, equipe do pai de Nico e campeão de Fórmula-1 em 1982, Keke Rosberg, disputa três campeonatos na Europa. Todos com carros da rival da Mercedes, a Audi. Na ADAC GT Masters e no Europeu de GT3, o time corre com o modelo R8 LMS. Já na DTM – disputado por Audi e Mercedes – o bólido é o A4.

Será que a Mercedes vai tentar pacote-Rosberg completo?